Até que ponto vai a ignorância

Dezembro 6, 2009

Conheço um certo grupo de pessoas que toma decisões cruciais para a própria vida com base apenas na opinião dos outros. Que ignorância! Muitas vezes, o único impacto que esses “outros” poderiam produzir era falar mal, fazer fofocas. Nada mais.

Alguns se obrigam a viver como não são. Perdem a identidade. Tudo para agradar quem não cuida do próprio nariz. Lembre-se: cada um é responsável pela própria felicidade. Na hora que você mais precisa, esses “indivíduos” vão virar as costas, dado o mau caráter que têm.

Então, por que levá-los em conta? Preocupe-se com quem se preocupa com você. É bom lembrar, ainda, que quem tem a tendência de ser fofoqueiro fará isso para sempre. Isso significa que, para esta espécie (!), as coisas nunca estão realmente boas.

Ah, a ignorância… Você estuda determinado assunto a vida inteira e, de repente, chega alguém e diz: “Tem algum dicionário que ensina isso?”. Pena que as pessoas que precisam nunca vão ler este texto. Quatro parágrafos cansam a vista. Boa novela!


A sociedade da aparência

Dezembro 1, 2009

Há algo de muito errado numa sociedade em que a fita métrica que mede o sucesso é o veículo que a pessoa anda. Quem já não ouviu a frase “ele anda com esse carro e ainda se acha”? Confesso que fico boquiaberto toda vez que escuto coisas do tipo.

Existem casos de indivíduos que usam o mesmo critério para avaliar até a competência de alguém. Quer algo mais absurdo? Desta forma, diversos fatores que podem ter feito com que a vítima do bombardeio sofresse com dificuldades financeiras são simplesmente ignorados.

O que mais me preocupa, no entanto, é quem vive de aparências. É aquele que anda com o melhor carro do mundo, mas não tem nem onde cair morto. Tudo isso para satisfazer a sociedade. Pobre coitado sem conteúdo. Um dia sempre a máscara cai. Pode ter certeza.


Sobre a técnica e a criatividade

Novembro 30, 2009

Repare no que diz Pedro Demo, no texto “Introdução ao ensino da metodologia da ciência”:

Como em tudo na vida, a ciência não é ensinada totalmente, porque não é apenas técnica. É igualmente uma arte. E na arte vale a máxima: é preciso aprender a técnica, para termos base suficiente; mas não se pode sacrificar a criatividade à técnica; vale precisamente o contrário; o bom artista é aquele que superou os condicionamentos da técnica e voa sozinho. Quem segue excessivamente as técnicas, será por certo medíocre, porquanto onde há demasiada ordem, nada se cria.

Este texto foi trabalhado na disciplina de Metodologia da Pesquisa, na pós-graduação em Língua Inglesa da Unesc. Alguma semelhança com o texto que escrevi sobre o lide em novembro de 2007?


Uma injeção de conforto

Novembro 26, 2009

Quando alguma coisa dá errado, muitos tendem a desgraçar a própria vida. Inclusive com palavras de baixo calão. Quando várias coisas dão errado ao mesmo tempo, então, essa tendência é ainda maior. Já eu agradeço a Deus. Agradeço por me dar forças.

Não pretendo aqui converter ninguém para religião alguma. No entanto, eu recomendo a fé. Crer preenche lacunas. Dá esperança em certos momentos para os quais uma solução parece distante. Aplica uma injeção de conforto em nossa corrente sanguínea.

Todos têm problemas. A diferença é como cada um lida com eles.


Minha overdose é outra

Novembro 20, 2009

Exagerei. Nem as altas doses de chimarrão deram conta de eliminar a minha ressaca contínua. Só que a minha overdose é outra. Estou cansado desde o começo da semana por excesso de… leitura! Já no domingo, deitei tarde porque devorei um livro.

Alguém pode dizer aonde foi o Dr. Simão Bacamarte? Quero me entregar. Sou louco. Não posso estar livre. Quanto mais pedras aparecem no meu caminho, mais eu quero… ler, ler e ler. Meus olhos já não aguentam mais. Porém, é mais forte do que eu.

E o problema vem em dose dupla: quanto mais eu leio, mais coisas tenho a dizer. Isso significa que vou entupir as vias deste WordPress com minhas ideias. E encher a paciência dos meus interlocutores com as mais diferentes opiniões. É um caminho sem volta.

Fazer o quê? Cada um tem o seu destino. O meu é ser maluco.


Não, isso não é comigo

Novembro 19, 2009

Certa vez, um rapaz comentou no meu blog para dizer que minhas ideias eram tão rasas quanto um pires. Para sustentar a tese, usou o argumento de que estava fora de moda criticar a Rede Globo. Foi num breve texto em que abordei o filme Closer – Perto Demais.

Aproveito este gancho para escrever a respeito do modismo puro e simples. Sou fã, por exemplo, de leituras sobre o Mundo Corporativo. Uma das dicas dadas pelos especialistas na área é que precisamos evitar a expressão “Isso não é comigo”.

Até aí tudo bem. Trata-se de uma dica extremamente importante. No entanto, o que tenho observado é que virou moda, em alguns setores, mostrar que se conhece a tal recomendação. Só que é preciso ter sensibilidade para saber que cada caso é um caso.

Ultimamente, ao menor tempo que tiro para pensar diante da solicitação de alguém, a pessoa já dispara, com sorriso irônico: “Quer dizer então que isso não é contigo?”. As regras para o sucesso no mercado de trabalho não se limitam a esta sugestão…


Um olhar fulminante

Novembro 17, 2009

Nos clássicos da televisão, índios chamam brancos de Cara Pálida. Se fosse de origem indígena, eu chamaria um certo grupo de pessoas de Cara Fechada. São os vendedores que atendem mal. Aqueles que estragam o teu dia com um olhar fulminante.

Hoje, no começo da manhã, duas ou três clientes entraram na loja da família e começaram a experimentar várias peças. Depois de um bom tempo, foram embora sem levar nada. Porém, minha mãe, como é de praxe, atendeu com paciência, sempre com sorriso no rosto.

Uma hora depois, as mesmas moças voltaram: fizeram uma compra que salvou o dia… E você, caro Cara Fechada? Ainda acha que atender por mais de cinco minutos uma pessoa que parece que não vai comprar é perda de tempo? Manda para a loja da minha mãe! Ela aguenta o “sacrifício” de ter que sorrir…


Exemplo na Web 2.0

Novembro 17, 2009

O site ESL Podcast, administrado pelos doutores Lucy Tse e Jeff McQuillan, é referência tanto no quesito Língua Inglesa quanto em Web 2.0. O espaço reúne diversos serviços da nova geração da Internet, como podcast e blog, e faz um trabalho maravilhoso.

O endereço é voltado para estudantes e professores de Inglês como uma Segunda Língua. Traz um programa de áudio (podcast) atualizado diariamente. Além disso, cada edição vem com um Guia de Aprendizado (Learning Guide) escrito, com explicações adicionais.

Minhas caminhadas pelas avenidas de Araranguá se tornaram ainda mais revigorantes após esta descoberta maravilhosa. Baixo o áudio para o celular antes de cada exercício. Eu recomendo!


O mesmo martírio

Novembro 16, 2009

Sou fã do consultor em Mundo Corporativo Luiz Marins. Seria capaz de ficar uma tarde a assistir os vídeos com as dicas que tem a repassar. Digo mais: ele tem uma influência muito grande na minha carreira.

Apesar disso, discordo de uma frase do palestrante. Para ele, nem sempre é possível fazer o que gosta, “é preciso gostar do que faz”. Como “gostar” pode ser um conselho?  Já recusei empregos de ótimos salários porque não conseguiria acordar com prazer.

Todo dia seria o mesmo martírio. Odeio, por exemplo, ouvir coisas do tipo: “Meu sonho sempre foi estudar Filosofia. Só que optei por outra formação porque seria muito difícil conseguir me manter”.

Sofrerá pelo resto da vida…


Deus quer assim?

Novembro 15, 2009

Trecho de discurso do falecido papa João Paulo II, em favela do Rio de Janeiro, retirado da biografia escrita por Bernard Lecomte, uma de minhas atuais leituras:

Nunca digam que é vontade de Deus permanecer numa situação de dependência, de doenças, de condições de vida insalubres, contrárias à sua dignidade de homens. Não digam: “Deus quer assim”. Eu sei que nem tudo depende de vocês, mas vocês devem estar na linha de frente quando se trata de lutar pela melhoria de sua condição!

Irretocável!