O papa apaixonado

Novembro 6, 2009

Estou a ler a biografia do papa João Paulo II. O autor é o jornalista Bernard Lecomte. Não raras vezes o escritor usa termos como “mergulhou” e “devorou” para se referir a livros que o religioso leu. Karol Wojtyla era, acima de tudo, um apaixonado.

Amou a religião e os estudos. Foi aos pontos mais altos que se pode chegar no mundo acadêmico. É de se encantar, sem dúvida. Mesmo oriundo de uma Polônia devastada pela guerra, tratou de se dedicar em tudo o que fazia. Desta forma, colocou o nome na história.

O caminho? Os livros, claro. Sempre eles…

Divido com você esse interessante trecho:

Num comovente artigo, o arcebispo Wojtyla explicaria um dia que “percorrer assim rios e trilhas pelas montanhas, a pé ou de esqui no inverno” é “um repouso necessário para as pessoas que fazem muito esforço intelectual”.

E segue o então futuro papa:

“Através dessa comunhão com a natureza, não só a sensibilidade humana adquire um sentido particular, à vista das florestas cobertas de neve sobre as montanhas, ou então as profundezas de um lago, como também adquirimos uma certa forma física que é a condição que facilita esse contato íntimo com o ‘seio’ da natureza”.


Sujeito difícil

Novembro 3, 2009

Certa vez, ouvi um palestrante dizer que é preciso manter na empresa uma pessoa que executa a tarefa de maneira excelente, “mesmo que o sujeito seja difícil”. Está aí algo com o que não concordo. Para mim, funcionários “difíceis” trazem mais prejuízos do que benefícios.

De qualquer maneira, essa é uma decisão da empresa. No entanto, divido a seguinte tese: não basta ser o melhor profissional da área em que atua. É preciso se preocupar com valores também. Pessoas de mau caráter sempre quebram a cara no final.

Determinados “competentes” chegam a me dar náuseas.


Ser alguém na vida

Outubro 28, 2009

“Vamos fazer o nosso com calma, com tranquilidade”. Essa frase foi dita pelo Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) estava prestes a realizar uma operação de alto risco e o papel do líder é importante neste momento.

Bom, o que quero dizer é que não é preciso estar na Polícia para correr riscos. Quem quer ser “alguém na vida” assume funções de responsabilidade e, desta forma, se arrisca. Fica sujeito a opiniões divergentes, a críticas, a mal-entendidos e por aí vai.

Nestas horas, é importante ter em mente que a vida é feita de desafios. Esse é o preço que se paga por não querer ser apenas um coadjuvante no mundo. É interessante ressaltar, ainda, que é impossível agradar a todos. Portanto, por que se martirizar?


Admiração especial

Outubro 28, 2009

Dia desses, estava em Criciúma e fui até uma Lotérica. A moça reparou que eu carregava um livro e perguntou, com os olhos cheios de brilho, o que eu estava a ler. Respondi: “Às margens do Sena, de Reali Jr”. Diz ela: “Esse eu não li ainda. É bom?”.

O que está por trás desta conversa?

Ora, ela quis mostrar que também gosta de ler. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Por um lado, é muito bom encontrar alguém que tenha este hábito. Por outro, até quando isso vai continuar a ser algo tão raro, a ponto de gerar uma admiração especial?


História de superação?

Outubro 25, 2009

Na sexta-feira, o Programa do Jô recebeu Odete Vieira. Trata-se de uma mulher que se formou em Direito aos 84 anos. Quando o apresentador a chamou, pensei: “Que bom! Mais uma história de superação. Excelente para começar bem o final de semana”.

Lá pelas tantas, Odete disse que a velhice está na mente. Concordo. Ela ainda contou que ficava até de madrugada no bar com os colegas de faculdade. Achei surpreendente. Fiquei maravilhado. De repente, uma decepção. Diz ela: “Ah, Jô, eu colava nas provas”.

A afirmação foi feita de maneira tranquila, sem nenhum sinal de embaraço. É como se colar fosse um símbolo de juventude. Portanto, na cabeça da entrevistada, deveríamos aplaudi-la por ser “jovem”. Obrigado, dona Odete, mas esse exemplo nós não queremos.


Doutores em Incompetência Aplicada

Outubro 23, 2009

Não vou generalizar.  Afinal, estou ciente de que cada caso é um caso. No entanto, cabe a pergunta: onde estão os colegas dos graduados, mestres e doutores que se inscreveram para o concurso de gari na cidade do Rio de Janeiro? Sim, os colegas.

É preciso destacar que a formação é de extrema importância. No entanto, sozinha, ela não leva a lugar nenhum. Deve haver foco no trio “trabalho, estudo e dedicação”. Aposto que pessoas que estudaram junto com estas estão muito bem sucedidas.

Agora, faço outro questionamento: onde estava o cidadão aos 18 anos? Na balada? Só na balada? Aos 18 anos, eu já era repórter de um jornal. Caminhava, diariamente, 50 minutos para chegar ao meu trabalho. Não recebi nada nos primeiros meses. Pagava meu almoço.

Tudo bem que um concurso público traz estabilidade. Porém, tudo tem o seu limite. Repare no texto abaixo, retirado da Folha:

Aqueles que forem contratados trabalharão 44 horas por semana e receberão salário de R$ 486,10 mensais, tíquete alimentação de R$ 237,90, vale-transporte e plano de saúde. A remuneração poderá ser acrescida ainda de um adicional por insalubridade.

“O caráter de um homem é o seu destino” (Heráclito).


Copo meio sujo

Outubro 22, 2009

Não é fácil o relacionamento entre as pessoas. Quem não tiver isso em mente não vai conseguir ter sucesso no mercado de trabalho. Às vezes, é até melhor ignorar certa atitude do que combater de frente. Respirar fundo e manter o foco é importante.

Vou dividir uma experiência curiosa que ilustra o meu argumento. Uma vez, em uma empresa que trabalhei, um colega disse assim: “A partir de agora, não é para ninguém lavar o próprio copo de café. É que o pessoal lava errado e o copo fica sujo”.

A orientação era para que a moça da limpeza fizesse isso. Pois bem. Algumas poucas semanas depois, fomos tomar café. Esse colega estava junto. Terminado o intervalo, deixamos os copos na pia e voltamos. Ao que chega um e-mail dele: “Favor lavar os copos”.

O que eu faço com isso?


Em Boa Companhia

Outubro 17, 2009

ingoodcompany

Alguns filmes são uma aula. Um deles é “Em Boa Companhia”. Esse longa é importante para quem deseja obter sucesso porque fala sobre família, velhice (ou juventude), relacionamentos e negócios, entre outros temas de extrema relevância.

Uma das características dessa comédia é a sátira com relação ao mundo corporativo. Quero dar destaque para o momento em que o personagem interpretado por Topher Grace fala em “sinergia”.

Apesar da falta de substância da palavra – afinal, palavras devem estar acompanhadas de ações, é surpreendente a maneira com que ele conseguiu captar a atenção do público para o qual se dirigia. Trata-se do poder da oratória. Isso faz a diferença, com certeza.


Um presente de Deus

Outubro 15, 2009

A hortelã que brota nos fundos da minha casa é um exemplo.

Mesmo quando ninguém rega ou se preocupa com ela, está lá.

Verde e cheirosa.

Pronta para dar sabor e aroma ao chá e à salada.

Por mais que seja arrancada, sempre nasce de novo, rapidamente.

Quando bem cuidada, no entanto, fica ainda mais vigorosa.

Que lição podemos tirar disso?


A minha vida

Outubro 13, 2009

Ser professor, para mim, é mais do que um emprego. É uma missão. E o sucesso dos meus alunos é o meu sucesso.

Ser professor, para mim, é muito mais do que estar em contato com o maravilhoso mundo acadêmico. É poder ser colega de trabalho dos meus maiores ídolos. A sala de aula é a minha vida.

Obrigado, senhor, por me dar essa oportunidade.