O caso do helicóptero no Rio

Outubro 21, 2009

Sobre o caso da queda do helicóptero no Rio, divido trecho de análise do comentarista Merval Pereira, realizado na Rádio CBN:

O governo de Sérgio Cabral, justiça seja feita, é o primeiro governo, depois de 20, 30 anos, que faz um combate permanente, tem uma política de combate e de tentativa de recuperação das favelas. De mudança de polícia e na relação da polícia com a comunidade.

Clique aqui para ouvir na íntegra.

Não sei se a avaliação do comentarista está correta. O que sei é que vontade política faz toda a diferença. Se não houve uma ação forte nas favelas antes, é porque não era “conveniente” sob algum aspecto. Conveniente, meu amigo, é tentar tornar o Brasil um país melhor.


Transferência de voto

Outubro 14, 2009

É uma pena, mas (ainda) não tenho formação em Ciências Políticas. De qualquer maneira, acredito que é precipitada a crença de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem poder de transferir a imensa quantidade de votos que carrega na bagagem.

Pesquisas de um, dois anos antes das eleições ignoram um fator que é determinante: simplesmente o início da campanha! Muitos dos eleitores de Lula (muitos, não todos) não sabem nem o que faz o chefe da Casa Civil (cargo da possível candidata Dilma Roussef).


Um crime contra a nossa história

Setembro 28, 2009

Retratar o golpe em Honduras sem contextualizar com as ditaduras da América Latina nas décadas de 60, 70 e 80 é cometer um crime contra a nossa própria história. É esse o grande erro da imprensa na cobertura da crise política no país em questão.

Doeu na alma ouvir um repórter da Rede Globo dizer que o “governo” hondurenho considerou que a atitude brasileira – a de dar abrigo ao presidente deposto Manuel Zelaya – atrapalha a “ordem”. São os mesmos termos usados pelos criminosos daqui.

Você lembra ou já ouviu falar da tão defendida “segurança nacional”? Pois é. Além disso, alguns setores da imprensa do Brasil chegaram a se referir aos golpistas como “governo de fato”. Fato? Que fato? O fato é que houve um golpe. E golpe é crime.

O que me parece é que vale tudo quando o assunto é defender interesses próprios (tirar o PT do poder?). Achar que essa é apenas uma questão interna de Honduras é não ter compaixão por quem sofreu nos porões da Ditadura gerada pelo golpe de 1964.

Bom, as mais recentes notícias dão conta de que a Ditadura hondurenha começou a fechar meios de comunicação. Diante disso, o maior sonho da grande imprensa brasileira será se tornar um avestruz, para enfiar a cara roxa no primeiro buraco que aparecer.


Sobre o Irã, eu quero mais

Setembro 24, 2009

Acabo de ler mais um daqueles previsíveis textos que detonam o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. E os críticos têm agora um argumento muito forte para a execração: os vários protestos que ocorreram após a vitória do líder polêmico nas eleições deste ano.

Modestamente, eu quero mais. Qual é a prova de fraude no pleito? Manifestações populares revelam insatisfação, mas isso não mostra que os autores têm razão.  Posso estar muito desinformado. Porém, que eu saiba, nenhum jornalístico afirmou qual foi a fraude.


Nota (muito) pelada

Agosto 6, 2009

Não assisti ao JN ontem. Estava em sala de aula. Portanto, não sei como o programa se comportou no que diz respeito à recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), se afaste do cargo.

No entanto, enquanto saboreava o jantar, assisti ao Jornal da Globo. Pois não é que o jornalístico dedicou apenas uma nota pelada de alguns míseros segundos para o caso? Não foi dada a devida atenção a uma notícia que pode causar a queda de uma governadora!

Olha, eu não tenho partido político. Não me identifico, necessariamente, nem com a esquerda e nem com a direita. Identifico-me, sim, com o Brasil. E com o Jornalismo sério. Depois dessa ressalva, eu pergunto: e se a governadora fosse do PT?

Em tempo

No Telejornalismo, nota pelada é uma notícia apresentada pelo próprio âncora, sem imagens para ilustração.


Solução de dois Estados

Maio 20, 2009

Deu na Folha Online:

Para muitos analistas, o discurso anti-Irã é uma tática diversionista para tirar a atenção do problema palestino. Mas ontem o sucesso foi limitado. “Já disse e vou repetir que é do interesse não só dos palestinos, mas dos israelenses, dos EUA e da comunidade internacional que a solução de dois Estados seja alcançada”, disse Obama.

Leia na íntegra.


Pressão israelense

Maio 13, 2009

Trecho de excelente reportagem publicada no iG:

“Foi um período difícil. É muita pressão, muitos pontos de checagem de revista do Exército israelense (checkpoints). A vida nos territórios ocupados não é fácil”, disse a brasileira. “Eu sou dentista e não fumava. Sabia dos riscos de fumar. Mas a tensão na região é tão grande, a pressão israelense sobre a população é tão forte, que eu passei a fumar. Isso é só um exemplo de como morar no território ocupado mexe com a gente”, disse Fátima, que recebeu a reportagem do Último Segundo para um jantar em sua casa em Amã, capital da Jordânia, com outros nove casais, a maioria composta de palestinos ou descendentes de palestinos.

Leia na íntegra.


Papa quer Estado palestino

Maio 11, 2009
Papa quer Estado palestino
Deu na Folha Online:
O papa Bento 16 pediu a criação de um Estado palestino assim que chegou a Israel, nesta segunda-feira, no quarto dia da sua viagem ao Oriente Médio. “Peço aos responsáveis que explorem todas as vias possíveis na busca de uma resolução justa para essas dificuldades, para que ambos povos [palestinos e israelenses] possam viver em paz em uma terra natal própria, com seguras e reconhecidas fronteiras”.
Leia na íntegra.

Deu na Folha Online:

O papa Bento 16 pediu a criação de um Estado palestino assim que chegou a Israel, nesta segunda-feira, no quarto dia da sua viagem ao Oriente Médio. “Peço aos responsáveis que explorem todas as vias possíveis na busca de uma resolução justa para essas dificuldades, para que ambos povos [palestinos e israelenses] possam viver em paz em uma terra natal própria, com seguras e reconhecidas fronteiras”.

Leia na íntegra.


Revolução dos porcos

Maio 11, 2009
Texto de Artur Zingano Jr. para o jornal Expresso, de Araranguá. Foi publicado na sexta-feira, dia 8 de maio. Artur foi meu colega na faculdade e as linhas inteligentes que escreve serão divulgadas aqui no PalavraCult.Com.
Revolução dos porcos
Após expulsarem Sr.Jones – dono da granja -, os porcos, Napoleão e Bola-de-neve, assumem o controle da situação e ditam os sete mandamentos aos outros animais que habitam o local: “Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo. O que andar sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo. Nenhum animal usará roupa. Nenhum animal dormirá em cama. Nenhum animal beberá álcool. Nenhum animal matará outro animal. Todos os animais são iguais”.
O livro A Revolução dos Bichos, escrito pelo inglês George Orwel, e que serviu de crítica ao modelo comunista implantado na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) -, parece mesmo ter assustado os líderes dos países dominantes – várias décadas após sua publicação. Assombrados com a palestra dos porcos Napoleão e Bola-de-neve que explicaram a seus amigos (cavalos, burro, galinhas, etc), que o modelo de sociedade humana se mantém através da exploração trabalhista (capitalismo), os líderes mundiais resolveram inicialmente espalhar uma gripe desconhecida sob alegação de que os porcos teriam sido os primeiros animais a transmitir a tal doença aos seres humanos. Pronto! Estava feita a vingança! A Gripe do Porco está dominando! Pandemia!
A bomba foi lançada… Em menos de uma semana a gripe já estava em quase todos os países do planeta, e os primeiros porcos a serem extintos foram os egípcios. Naquele país, o ministro da Saúde, Hatem al-Gabali, mandou exterminar todos os animais que teriam sido os causadores da tal gripe maléfica…
 Ao mesmo tempo em que surge esse vírus desconhecido, o Brasil ressalta que idosos precisam se vacinar com urgência… Resultado: postos de saúde lotados e velhinhos brigando nas filas para tomar a vacina o quanto antes.
Com os porcos acusados pelo governo norte-americano de terrorismo, a imprensa sem pauta e o pânico geral dominando diversos países, os líderes mundiais representantes do “bem” foram obrigados a dizer a verdade: “A gripe tem o mesmo grau de letalidade de uma gripe comum, ela não é transmitida pela carne de porco e todas as pessoas mortas até o momento foram indivíduos com baixa imunidade”.
O livro A revolução dos Bichos deixou claro: os porcos são tão porcos quanto os homens…
É isso aí leitor, acho que o texto ajuda a refletir um pouco. E se vocês tiverem a oportunidade, leiam A Revolução dos Bichos…

Texto de Artur Zingano Jr. para o jornal Expresso, de Araranguá. Foi publicado na sexta-feira, dia 8 de maio. Artur foi meu colega na faculdade e as linhas inteligentes que escreve serão divulgadas aqui no PalavraCult.Com.

Revolução dos porcos

Artur Zingano Jr.

Após expulsarem Sr.Jones – dono da granja -, os porcos, Napoleão e Bola-de-neve, assumem o controle da situação e ditam os sete mandamentos aos outros animais que habitam o local: “Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo. O que andar sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo. Nenhum animal usará roupa. Nenhum animal dormirá em cama. Nenhum animal beberá álcool. Nenhum animal matará outro animal. Todos os animais são iguais”.

O livro A Revolução dos Bichos, escrito pelo inglês George Orwel, e que serviu de crítica ao modelo comunista implantado na ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) -, parece mesmo ter assustado os líderes dos países dominantes – várias décadas após sua publicação. Assombrados com a palestra dos porcos Napoleão e Bola-de-neve que explicaram a seus amigos (cavalos, burro, galinhas, etc), que o modelo de sociedade humana se mantém através da exploração trabalhista (capitalismo), os líderes mundiais resolveram inicialmente espalhar uma gripe desconhecida sob alegação de que os porcos teriam sido os primeiros animais a transmitir a tal doença aos seres humanos. Pronto! Estava feita a vingança! A Gripe do Porco está dominando! Pandemia!

A bomba foi lançada… Em menos de uma semana a gripe já estava em quase todos os países do planeta, e os primeiros porcos a serem extintos foram os egípcios. Naquele país, o ministro da Saúde, Hatem al-Gabali, mandou exterminar todos os animais que teriam sido os causadores da tal gripe maléfica…

 Ao mesmo tempo em que surge esse vírus desconhecido, o Brasil ressalta que idosos precisam se vacinar com urgência… Resultado: postos de saúde lotados e velhinhos brigando nas filas para tomar a vacina o quanto antes.

Com os porcos acusados pelo governo norte-americano de terrorismo, a imprensa sem pauta e o pânico geral dominando diversos países, os líderes mundiais representantes do “bem” foram obrigados a dizer a verdade: “A gripe tem o mesmo grau de letalidade de uma gripe comum, ela não é transmitida pela carne de porco e todas as pessoas mortas até o momento foram indivíduos com baixa imunidade”.

O livro A revolução dos Bichos deixou claro: os porcos são tão porcos quanto os homens…

É isso aí leitor, acho que o texto ajuda a refletir um pouco. E se vocês tiverem a oportunidade, leiam A Revolução dos Bichos…


A farra das passagens

Maio 3, 2009

Comentário de Luiz Carlos Prates sobre a farra das passagens, no Jornal do Almoço, da RBS TV.

Leia o que já escrevi sobre Luiz Carlos Prates.