Sujeito difícil

Novembro 3, 2009

Certa vez, ouvi um palestrante dizer que é preciso manter na empresa uma pessoa que executa a tarefa de maneira excelente, “mesmo que o sujeito seja difícil”. Está aí algo com o que não concordo. Para mim, funcionários “difíceis” trazem mais prejuízos do que benefícios.

De qualquer maneira, essa é uma decisão da empresa. No entanto, divido a seguinte tese: não basta ser o melhor profissional da área em que atua. É preciso se preocupar com valores também. Pessoas de mau caráter sempre quebram a cara no final.

Determinados “competentes” chegam a me dar náuseas.


Ser alguém na vida

Outubro 28, 2009

“Vamos fazer o nosso com calma, com tranquilidade”. Essa frase foi dita pelo Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) estava prestes a realizar uma operação de alto risco e o papel do líder é importante neste momento.

Bom, o que quero dizer é que não é preciso estar na Polícia para correr riscos. Quem quer ser “alguém na vida” assume funções de responsabilidade e, desta forma, se arrisca. Fica sujeito a opiniões divergentes, a críticas, a mal-entendidos e por aí vai.

Nestas horas, é importante ter em mente que a vida é feita de desafios. Esse é o preço que se paga por não querer ser apenas um coadjuvante no mundo. É interessante ressaltar, ainda, que é impossível agradar a todos. Portanto, por que se martirizar?


Copo meio sujo

Outubro 22, 2009

Não é fácil o relacionamento entre as pessoas. Quem não tiver isso em mente não vai conseguir ter sucesso no mercado de trabalho. Às vezes, é até melhor ignorar certa atitude do que combater de frente. Respirar fundo e manter o foco é importante.

Vou dividir uma experiência curiosa que ilustra o meu argumento. Uma vez, em uma empresa que trabalhei, um colega disse assim: “A partir de agora, não é para ninguém lavar o próprio copo de café. É que o pessoal lava errado e o copo fica sujo”.

A orientação era para que a moça da limpeza fizesse isso. Pois bem. Algumas poucas semanas depois, fomos tomar café. Esse colega estava junto. Terminado o intervalo, deixamos os copos na pia e voltamos. Ao que chega um e-mail dele: “Favor lavar os copos”.

O que eu faço com isso?


Em Boa Companhia

Outubro 17, 2009

ingoodcompany

Alguns filmes são uma aula. Um deles é “Em Boa Companhia”. Esse longa é importante para quem deseja obter sucesso porque fala sobre família, velhice (ou juventude), relacionamentos e negócios, entre outros temas de extrema relevância.

Uma das características dessa comédia é a sátira com relação ao mundo corporativo. Quero dar destaque para o momento em que o personagem interpretado por Topher Grace fala em “sinergia”.

Apesar da falta de substância da palavra – afinal, palavras devem estar acompanhadas de ações, é surpreendente a maneira com que ele conseguiu captar a atenção do público para o qual se dirigia. Trata-se do poder da oratória. Isso faz a diferença, com certeza.


Desfazer nós cegos

Outubro 6, 2009

Ok, você está careca de ouvir que ler é importante. No entanto, não consegue criar o hábito de jeito nenhum. Bom, eu tenho uma modesta dica. Responda: qual é o assunto que você mais gosta? Depois, procure uma obra relacionada a isso.

Começar é realmente complicado. Porém, o desafio será menor se o tema é do seu agrado. Faça isso uma vez. Duas. Aos poucos, você não vai conseguir ficar um dia sequer sem ler, nem que seja pelo menos uma página. E eu garanto um resultado espetacular.

Como dizia Goethe: “Ler é a arte de desfazer nós cegos”.


Estude enquanto eu bebo

Outubro 5, 2009

Em comentário na Rádio CBN, o especialista em mundo corporativo Max Gehringer leu o e-mail de um ouvinte satisfeito. Ele não quer ser promovido, está contente com a renda baixa e defende que aproveita muito mais a vida, em comparação com os amigos.

Respeito a opinião dele. Afinal, cada pessoa vive da maneira que quiser. No entanto, é preciso ter cuidado com certos estereótipos. Repare neste argumento: “Meus amigos passam finais de semana fazendo curso e eu passo me divertindo, com a família”.

Sabe por que o ouvinte caiu numa armadilha? Simplesmente porque não é para todo mundo que estudar é um sacrifício. Eu, por exemplo, adoro o ambiente acadêmico e tudo o que gira em torno dele. É claro que sei, ao mesmo tempo, o efeito positivo que tanto estudo traz…

Um conhecido que não quer fazer faculdade e foi morar no exterior disse, em uma visita aqui em casa: “Meus colegas me mandaram fotos deles na formatura e eu mandei uma minha bebendo”. Enquanto ele “aproveitava” a vida, os outros se “sacrificavam”.

Eu pergunto: uma coisa, realmente, exclui a outra?

Aproveite para ler o post “Blogar”


Crase: cinco minutos que irão mudar a sua vida

Setembro 25, 2009

Minha sexta-feira começou no bairro Cidade Alta, em Araranguá, onde precisava fazer umas fotos para um cliente. Saí da empresa na qual estava, parei para tomar um delicioso café e comecei a caminhar em direção ao Centro da cidade, que fica perto.

O dia amanheceu tão lindo, que cheguei a ficar anestesiado. Sol e temperatura amena. Que combinação divina! Esse período de alguns minutos permitiu que eu reorganizasse o pensamento e relaxasse para o longo dia de trabalho e de estudo que vinha pela frente.

De repente, uma preocupação. Passei por dois gigantescos outdoors com erros de crase. Então, fica a dica: se você é profissional da comunicação e, por incrível que pareça, não sabe usar a crase, pare! Pare agora mesmo tudo o que você está a fazer.

Dedique cinco minutos, não mais, a pesquisar na Internet sobre como fazer o emprego correto. Isso vai mudar a sua vida para sempre…


Empresas familiares

Setembro 12, 2009

Cheguei a Criciúma duas horas antes da reunião. Assim, poderia almoçar sem medo de me atrasar para o encontro importante daquela tarde. Era sexta-feira. As chuvas não davam trégua e a água poderia tomar a BR-101 a qualquer momento. Portanto, decidi ir de ônibus.

Saí da rodoviária, abri o guarda-chuva e me pus a caminhar, em busca de um lugar para comer.  De repente, me vi diante de uma inesperada tentação. “Espeto corrido”, dizia a fachada do estreito restaurante, entre outras opções. O investimento não estava previsto. Porém, o meu lado carnívoro não permitiu que eu resistisse.

Quando sentei, o garçom perguntou se eu iria optar pelo rodízio. Respondi que sim. Diante disso, gritou para os colegas: “Coloca mais carne!”. Pensei que havia me metido numa fria. Que tipo de cidadão faz isso ao lado do cliente, sem a mínima cerimônia? Aos poucos, percebi algo importante: era uma empresa familiar.

Tive certeza quando um menino que ainda nem chegou à adolescência, com uniforme de escola, veio servir a bebida. Não. Não era uma enrascada. Apesar das poucos opções do buffet, nunca comi tanta carne na minha vida em tão pouco tempo.

Na saída, outra surpresa: o valor cobrado foi quase o dobro do que estava anunciado. O candidato a adolescente se confundiu no cálculo que incluía os 10% do garçom. O equívoco se desfez em seguida.

Nada impede que uma empresa seja familiar. Porém, o foco na qualidade do atendimento e a atenção aos detalhes devem estar presentes sempre. Bom, agora que o recado está dado, tenho que ir. Preciso adicionar na agenda o item “visitar a academia”.


Conclusões precipitadas

Setembro 3, 2009

Nada mais repugnante do que o vendedor desconfiar se o cliente tem dinheiro para comprar o produto sobre o qual perguntou. É um tiro no pé fazer conclusões precipitadas com base, por exemplo, no ramo de atuação ou no carro que a pessoa anda.

Dia desses, um rapaz perguntou quanto eu estava disposto a gastar para “não perder tempo com orçamento”. É preciso atender bem a todos sem distinção. Mesmo que o cidadão não compre naquele momento. Num futuro, poderá se tornar o melhor cliente…


Fazer dinheiro

Agosto 27, 2009

A diferença entre fazer dinheiro através da construção contínua da credibilidade e da adesão permanente à picaretagem é simples. No primeiro caso, ganhamos menos, mas ganhamos sempre. No segundo, nunca sabemos aonde a água podre vai desembocar.