Um minuto para o fim do mundo

Setembro 30, 2009

Madrugada de domingo para segunda em Araranguá. De repente, um barulho ensurdecedor acorda toda a minha família. Era o granizo, cuja força da queda foi reforçada pelos fortes ventos. A sensação era de que o fim do mundo se aproximava.

Tentamos ligar a luz, sem sucesso. Não havia energia elétrica. Por sorte, na minha casa, nenhum estrago mais sério ocorreu. Apenas algo muito curioso: uma porta que estava fechada há anos se abriu. Puxa, queria ter colocado uma câmera para entender como isso aconteceu.

O que se via na manhã do dia seguinte não era desespero, mas surpresa. Em frente ao comércio fechado, cada um comentava com alguém a experiência que teve com o fenômeno natural. Comparações com o Furacão Catarina, ocorrido em 2004, não faltaram.

Em frente, povo calejado de Araranguá!


Salvamento

Junho 26, 2009

Amigo fotógrafo e desenhista Enio Frassetto manda este vídeo para o blog. Uma águia foi salva durante passeio pelo Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS). Vale a pena ver…


Mansão para o cachorro

Junho 22, 2009

A competente, linda e charmosa responsável pela Comunicação Interna da Restaura Jeans, Ariela Martins, chamou a minha atenção para uma declaração da ONU: “Crise econômica fará mundo ter mais de 1 bilhão de desnutridos em 2009”.

Os donos e/ou executivos das empresas que faliram não fazem parte desta conta. Eles vão continuar a tomar vinho e a comer caviar. O pior é saber que o problema foi gerado pela ganância do ser humano, que nunca está satisfeito com o que tem.

Os capitalistas, durante muito tempo, defenderam uma participação mínima do Estado na economia. A quem eles recorrem, porém, quando a coisa aperta? Aos governos, claro. É por isso que defendo um capitalismo mais controlado.

Jamais vou me esquecer de uma notícia que vi, quando era pequeno, no Jornal Nacional: um ator milionário de Hollywood comprou uma mansão para o cachorro…

Por outro lado, é preciso entender que a solução para a pobreza no mundo está no fortalecimento da educação e da família. É nisso que a ONU tem que pensar, além de tentar distribuir alimentos em ações quase que cinematográficas.

Sou fã do esforço pessoal. Porém, sei que, em alguns casos, ele precisa ser incentivado. Muitas pessoas se conformam com a vida que têm por uma questão cultural mesmo.

Só que pobreza e riqueza não estão no sangue…

Clique aqui para ler o que já escrevi sobre crise.


Um case de sucesso

Maio 31, 2009

Escrevi aqui, certa vez, que o Internacional é um case de sucesso. O elogio ao modelo gerencial dos dirigentes do clube não é porque eu sou colorado. O meu argumento foi e é comprovado através de resultados. Neste domingo, fomos surpreendidos com um texto do colunista Ugo Giorgetti, do Estado de S. Paulo, sobre o Inter.

Eis na íntegra:

Um apelo às TVs: mostrem o Inter

Falei do passado na última coluna e me dei mal. Disse que não houve incidentes na partida entre Corinthians e Fluminense em 1976, e que tudo se passou em santa paz. Fui corrigido pelo meu velho amigo, e grande diretor, Julio Xavier, citado na coluna e que, na ocasião foi ao Maracanã. Ao contrário do que afirmei, o carro do Julio foi emboscado na entrada do Rio, com gente pisoteando o capô, a lataria sendo afundada, vidros quebrados e sua camisa do Corinthians arrancada violentamente. Mulheres que estavam no carro também não foram poupadas. Ele me diz, por fim, que soube de facadas e tiros. É isso que dá mexer no passado. Never more.

Por isso quero hoje me dedicar ao presente, e começo com um apelo. Senhores responsáveis pela programação das TVs, pensem um pouco nos pobres telespectadores de S.Paulo. Parem de nos mostrar jogos como os desta semana. Ainda há nesta cidade pessoas que gostam de futebol. Por favor, transmitam os jogos do Internacional de Porto Alegre. Não só em TV fechada, mas aberta, para todo o país, talvez em rede nacional como os pronunciamentos do presidente.

Não adianta mostrar estádios lotados, com multidões esperando milagres de times medíocres. O Vasco deu pena. O time é horrível e, graças a Deus, entrou com um uniforme que nada lembrava o grande Vasco de outros tempos. O Corinthians, por sua vez, entrou de branco da cabeça aos pés, coisa que me lembrou o grande Santos, naturalmente, é claro até a bola começar a rolar. De Palmeiras e Nacional de Montevidéu nem é bom falar, tamanha a mediocridade.

Por que nos são os oferecidos esses jogos? Simples: nunca olhamos as coisas que estão perto. Só vemos o que está longe e daí a razão de assistirmos embevecidosa a Barcelona e Manchester. Nada contra, são grandes times. Mas bem aqui, a uma hora e meia de voo de S.Paulo e Rio, se jogam um futebol de extraordinária qualidade do qual vemos aqui em S.Paulo apenas os gols e alguns lances nos noticiários noturnos. É pouco. Eu quero, e acho que muitos comigo, ver mais, muito mais de Taison, Andrezinho, Alecsandro, D’Alessandro e do magnífico Nilmar, de quem até Dunga foi obrigado a reconhecer o talento. Quero ver o Inter de Tite, um treinador que fala às vezes de modo misterioso, mas que transmite honestidade respeito. Aliás, sua saída do Palmeiras foi exemplar. Preferiu deixar o clube a ser desrespeitado. É assim que procede um homem. Tite agora está colhendo o que merecia.

Enquanto os outros times apostam só no físico, na “determinação” e na monotonia da bola parada, o Inter aposta na bola no chão e no talento. No talento, na jogada individual, no drible em coisas que se julgavam perdidas para sempre.

É claro que para jogar assim é preciso ter talento. Mas descobri-lo e valorizá-lo não é a maior das virtudes, o maior dos méritos?

Os meninos do Internacional não surgem do nada. São descobertos, treinados e lançados por gente que tem a cabeça no lugar e sabe o que faz. Inclusive contratar, quando necessário. Não é um time imbatível, pode nem ser campeão, mas muitas vezes o campeão não é o melhor. É só campeão. Por isso renovo o apelo: quando quiserem mostrar futebol, aquele velho futebol, arte, que ninguém sabe exatamente o que é, mas reconhece quando vê, por favor, virem seus olhos e câmeras para o Beira-Rio.


O ato de ferir a sensibilidade

Maio 11, 2009
O ato de ferir a sensibilidade
Durante entrevista coletiva realizada em 2007, em Araranguá, o jornalista Paulo Henrique criticou a lei que exige diploma para o exercício do Jornalismo. Antes de dizer que o texto é “ridículo”, ele alertou: “Talvez eu fira a sensibilidade de alguns aqui, mas…”.
É justamente sobre isso que quero falar: o ato de ferir a sensibilidade de alguém. Por experiência própria, eu recomendo reagir com tranquilidade quando estamos diante de uma opinião muito diferente da nossa. As pessoas pensam de modo diferente e isso é normal.
Digo isso porque sempre ficava nervoso quando alguém dizia que jornalista não precisa de diploma. Ou quando um gremista engraçadinho falava mal do Inter. Se você está tranquilo, consegue construir melhor os argumentos e isso ajuda nessas situações.
Outro exemplo: a mídia, ao longo dos anos, prejudicou a imagem dos árabes . Isso me irritava muito, principalmente quando uma pessoa desinformada transmitia essa visão restrita. Passei a entender, no entanto, que outras milhões têm a mesma interpretação que a minha.
Valeu, pessoal. Bom início de semana!

Durante entrevista coletiva realizada em 2007, em Araranguá, o jornalista Paulo Henrique Amorim criticou a lei que exige diploma para o exercício do Jornalismo. Antes de dizer que o texto é “ridículo”, ele alertou: “Talvez eu fira a sensibilidade de alguns aqui, mas…”.

É justamente sobre isso que quero falar: o ato de ferir a sensibilidade de alguém. Por experiência própria, eu recomendo reagir com tranquilidade quando estamos diante de uma opinião muito diferente da nossa. As pessoas pensam de modo diverso, o que é normal.

Proponho este assunto porque sempre ficava nervoso quando alguém dizia que jornalista não precisa de diploma. Ou quando um gremista engraçadinho falava mal do Inter. Se você está tranquilo, consegue construir melhor os argumentos e essa atitude ajuda.

Outro exemplo: a mídia, ao longo dos anos, prejudicou a imagem dos árabes. Isso me irritava muito, principalmente quando uma pessoa desinformada transmitia essa visão restrita. Passei a entender, no entanto, que outras milhões têm a mesma interpretação que a minha.

Valeu, pessoal. Bom início de semana!


Sopa e vinho

Abril 23, 2009

Lembra do post sobre o friozinho? Pois é… A Toca do Café, localizada no Calçadão de Araranguá, avisa que, no Inverno, vai abrir à noite e vai oferecer sopa e vinho.

Segundo a gerente, estão a estudar a possibilidade de disponibilizar  fondue também.

Minha nossa…


Friozinho

Abril 22, 2009

Só para parafrasear Vinícius de Moraes: os marisqueiros que me perdoem, mas friozinho é fundamental.

friozinho


Concorrência sadia

Abril 20, 2009

manentti

Começa a construção do Supermercado Manentti em Araranguá.

Concorrência = Preços mais baixos e mais promoções.

Ótimo para nós, consumidores.

É isso aí!


Crise? Graças a Deus!

Outubro 20, 2008

A crise mundial terá impacto sobre a política externa dos Estados Unidos.

É o que afirma reportagem publicada pela BBC Brasil.

Em resumo, o texto diz que os norte-americanos terão que olhar para o próprio umbigo.

Não importa o presidente que se eleger.

O mundo respira aliviado…


Intervenção

Outubro 14, 2008

Pessoal, pelo visto valeu a pena mesmo prestar atenção nas aulas de Sociologia.

O jornalista Paulo Henrique Amorim também falou sobre a intervenção do estado na economia.

O comentário foi feito no site dele, nesta terça-feira, dia 14.

Modéstia à parte, o texto é muito parecido com o que eu disse no post Capitalismo?.

Grande abraço aos (isolados, mas MUITO valorizados) leitores.