O papa apaixonado

Novembro 6, 2009

Estou a ler a biografia do papa João Paulo II. O autor é o jornalista Bernard Lecomte. Não raras vezes o escritor usa termos como “mergulhou” e “devorou” para se referir a livros que o religioso leu. Karol Wojtyla era, acima de tudo, um apaixonado.

Amou a religião e os estudos. Foi aos pontos mais altos que se pode chegar no mundo acadêmico. É de se encantar, sem dúvida. Mesmo oriundo de uma Polônia devastada pela guerra, tratou de se dedicar em tudo o que fazia. Desta forma, colocou o nome na história.

O caminho? Os livros, claro. Sempre eles…

Divido com você esse interessante trecho:

Num comovente artigo, o arcebispo Wojtyla explicaria um dia que “percorrer assim rios e trilhas pelas montanhas, a pé ou de esqui no inverno” é “um repouso necessário para as pessoas que fazem muito esforço intelectual”.

E segue o então futuro papa:

“Através dessa comunhão com a natureza, não só a sensibilidade humana adquire um sentido particular, à vista das florestas cobertas de neve sobre as montanhas, ou então as profundezas de um lago, como também adquirimos uma certa forma física que é a condição que facilita esse contato íntimo com o ‘seio’ da natureza”.


Em Boa Companhia

Outubro 17, 2009

ingoodcompany

Alguns filmes são uma aula. Um deles é “Em Boa Companhia”. Esse longa é importante para quem deseja obter sucesso porque fala sobre família, velhice (ou juventude), relacionamentos e negócios, entre outros temas de extrema relevância.

Uma das características dessa comédia é a sátira com relação ao mundo corporativo. Quero dar destaque para o momento em que o personagem interpretado por Topher Grace fala em “sinergia”.

Apesar da falta de substância da palavra – afinal, palavras devem estar acompanhadas de ações, é surpreendente a maneira com que ele conseguiu captar a atenção do público para o qual se dirigia. Trata-se do poder da oratória. Isso faz a diferença, com certeza.


Senti, digitei e publiquei

Julho 9, 2009

Acho que causei uma certa polêmica com o post Uma vontade. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que foi algo muito espontâneo. Senti, digitei e publiquei. Ou seja: não tive com isso nenhum objetivo específico. É que eu sou fã de uma estrutura familiar forte.

Depois desse esclarecimento, quero compartilhar a visão do meu amigo e policial militar Julio Cesar Pimentel. Na opinião dele, é complicado criar um filho numa sociedade atingida pela droga e pela violência. “Admiro quem tem esses sonhos nesses tempos”, ressalta.

Realmente, é um desafio. Como tal, requer muito planejamento.


Uma vontade

Julho 4, 2009

Neste sábado, dois acontecimentos atiçaram, ainda mais, a minha vontade de ser pai. A primeira foi uma festa de aniversário infantil realizada ao lado de casa. Decoração impecável. Muitos convidados. Clima perfeito: frio e sol. Tudo maravilhoso.

A outra foi uma visita que, ao conversar com a minha família, destacou as qualidades do filho de 11 anos. Pensei: “Para um pai, cada conquista do filho deve ser motivo de choro”.

Tudo vai acontecer na hora certa, com a bênção de Deus.


Dia dos Namorados

Junho 12, 2009

O jornalista David Coimbra publicou, no blog e na coluna em Zero Hora, um texto sobre o Dia dos Namorados. É instigante e divertido. Com o conhecido toque de humor, ele alfineta as mulheres que criticam a falta de romantismo dos homens.

Esse trecho é incrível:

As mulheres? As mulheres precisam de datas, porque datas são símbolos. Símbolos de compromisso, que é o que lhes importa, afinal. O compromisso! Elas são práticas, elas marcam dias, elas planejam cerimônias. E nós aqui sofremos, nós homens, os verdadeiros românticos, que não precisamos de datas para sentir.

Clique aqui para ler na íntegra.

De qualquer maneira, quero aproveitar o espaço deste post para homenagear a minha namorada, Ariela Martins. Obrigado por fazer parte da minha vida e por não precisar de datas para mostrar o que sente. Eu te amo!


Um novo amor

Maio 23, 2009

Por mais incrível que isso possa parecer, a Ariela ganhou uma companheira com a qual vai dividir meu coração: trata-se da Gramática da Língua Inglesa. Ela não tem o mesmo cheiro, o mesmo jeito de andar, os mesmos olhos verdes, mas é tão fascinante quanto.

Brincadeiras à parte, é incrível perceber o quanto o Inglês é mais fácil do que o Português. Eu digo e repito: é muito mais complicado para um americano aprender o nosso idioma do que o contrário.

O negócio é estudar e praticar.


Manifestação divina

Maio 21, 2009

Em Deus, eu acredito e pronto. Não importa o que os outros pensem. Portanto, é claro que não preciso provar para ninguém a existência Dele. Só que o momento é oportuno para mostrar uma das maiores manifestações do Senhor na Terra: a ansiedade.

Sabe quando ficamos ansiosos e não sabemos muito por quê? Tenho certeza que você já passou por isso. Principalmente se for jovem. Penso que é uma forma de o Onipresente dizer: “Tome alguma atitude. Mude de rumo. A hora é agora”.

Atualmente, não me sinto ansioso. Estou bem. Encaro problemas como desafios. Porém, já sofri muito com isso. E foi esse sofrimento que fez com que a minha carreira tomasse o rumo que tomou.

Um brinde ao milagre da vida.


Fidelidade

Maio 13, 2009

Trecho de texto genial de Luiz Carlos Prates sobre tentações:

É bom que o companheiro que anda arrastando a asa em arames perigosamente farpados se cuide. Um prazer fugaz pode acabar com um casamento que seria sua única fortaleza e felicidade na vida. Bom não esquecer que quem tudo quer, tudo perde.

Leia na íntegra.


Casar é perder a liberdade?

Maio 12, 2009
Casar é perder a liberdade?
Aqui na agência, surgiu a seguinte questão: “Casar é perder a liberdade?”. Ainda não casei, mas acho que não, sinceramente. Penso que formar família deveria ser o objetivo de todos.
Basta ver, por exemplo, que as sociedades com seio familiar forte têm menores índices de criminalidade. Isso ocorre por que os integrantes tiveram educação de berço.
Sem contar que o casamento, segundo o colunista Luiz Carlos Prates, é o mais seguro dos refúgios. Deve ser mesmo. Quando a coisa aperta, só sobra a família para nos acolher.

Aqui na agência, surgiu a seguinte questão: “Casar é perder a liberdade?”. Ainda não casei, mas acho que não, sinceramente. Penso que formar família deveria ser o objetivo de todos.

Basta ver, por exemplo, que as sociedades com seio familiar forte têm menores índices de criminalidade. Isso ocorre porque os integrantes tiveram educação de berço.

Sem contar que o casamento, segundo o colunista Luiz Carlos Prates, é o mais seguro dos refúgios. Deve ser mesmo. Quando a coisa aperta, só sobra a família para nos acolher.


Amor à comunicação

Maio 7, 2009

Paulo Sant’Ana é, talvez, o principal jornalista do Rio Grande do Sul. Hoje pela manhã, depois que li a coluna dele em Zero Hora, decidi que deveria escrever algo a respeito aqui no PalavraCult.Com.

Porém, mudei de ideia. Resolvi reproduzir na íntegra esse texto maravilhoso que aborda fatores que fazem parte do dia-a-dia de quem trabalha com comunicação. Abaixo.

Eu acredito na rapaziada

Não consigo compreender nem explicar para os outros o pânico de que sou tomado quando tenho de me apresentar diante do público.

Também por isso é que evito, ou tergiverso, todos os convites que me fazem para fazer palestras.

Suo frio e tenho dificuldade para dormir nos dias anteriores aos que tenho de fazer palestras inevitáveis, aquelas em que me colocam num brete do qual não posso fugir.

Ninguém acredita que tenho medo doentio de me defrontar com uma plateia. As pessoas acham que falar na televisão ou no rádio é a mesma coisa que subir num palco.

Não é. É completamente diferente.

***

Anteontem foi o dia de comparecer na Faculdade de Comunicação da PUC e falar com 500 alunos num auditório.

Foram participar comigo o diretor de Redação de Zero Hora, Ricardo Stefanelli, e o editor de opinião de nosso jornal, Nílson Souza, e a editora executiva Rosane Tremea, o que me deixou mais à vontade e com o medo atenuado.

Pouco mais de um mês atrás, passei por idêntica experiência amedrontadora quando tive de comparecer à entrevista com o Ruy Carlos Ostermann, no StudioClio. Um suplício para mim.

***

Mas, depois que passo por essas experiências, sinto alívio, orgulho e prazer com os resultados.

Foi assim anteontem. Estavam ali na minha frente 500 alunos de Jornalismo da PUC e alguns professores, gente bonita, gente idealista, gente repleta de sonhos, gente competente, jovens, invejavelmente jovens, bateu-me uma nostalgia profunda do tempo em que estudei ali mesmo naquela universidade, no período em que minha vida era alegre, estuante, apetecida.

E lá estava eu diante daquela massa interessada e curiosa de rapazes e moças, refletindo sobre o futuro brilhante deles, sobre as oportunidades que terão em breve de se destacar no jornalismo, esta profissão sedutora a que estão se entregando e à qual emprestarão seu talento certamente.

Que juventude bela aquela que eu tinha pela frente. Que futuro, que capital de talento extraordinário que eles compõem! Eu apostaria tudo no futuro deles, os jovens de hoje são muito mais aparelhados dos que os jovens do meu tempo.

E eles me transmitem que sabem o que querem, que vão em frente, que nada os deterá.

Que juventude extraordinária!

***

Deu-se o evento em razão dos 45 anos de Zero Hora. E era de ver-se a atenção arguta da plateia, observando com uma quase religiosidade os nossos silêncios, as nossas pausas, as nossas entrelinhas, as nossas palavras, na tarefa de acrescentá-las à intuição e ao conhecimento deles.

Eu olhei para aquela moçada sedenta de futuro com uma inveja boa, tentando adivinhar-lhes o destino de sucesso naquela ânsia indômita de oportunidades que caracteriza a juventude.

Tive por um instante a sensação de que eles saberão melhor manejar a vocação do que eu soubera.

Porque estarão melhor preparados do que eu estava quando iniciei a carreira, só tinha uma máquina de escrever antiga à procura de ideias.

Eles têm muito mais, têm equipamentos moderníssimos à mão. Se eu tivesse tido a internet quando comecei, com certeza teria me mostrado mais lúcido.

Como foi bom ter-me encontrado com a juventude da Famecos anteontem. Deveria tentar fazê-lo outras tantas vezes, tomara que me convidem.

Eles foram lá para tomar ciência do meu passado.

Eu fui lá para apostar no futuro radiante deles.