Um grande mistério

Maio 31, 2009

Já sei: é a coca. Só pode ser. É ela sim. Aquela poção do demônio. Não, não. Não tenho tomado tanto refrigerante assim. Então o que é? Já sei! É o queijo. Amo queijo. Como tudo o que tiver queijo. Puxa vida… Mas eu caminho tanto naquela esteira…

Não é minha culpa se colocaram a academia bem em frente a um carrinho de cachorro-quente. É difícil resistir. Cachorro-quente? É isso! É a maldita batata palha. Eu mato o cara que inventou essa delícia! Se bem que eu acho que tem dedo da maionese nisso.

Tanto esforço em vão! Essa barriga não vai embora de jeito nenhum! Chega! Deu de academia, de caminhada, de esteira, de levantar peso. Penso, penso, penso e não descubro o real motivo dessa circunferência gigantesca que me acompanha dia após dia.

Espera aí… Já sei! O vilão da história é o espelho. Sabia que estava com defeito! Até espinha eu vi em mim dia desses. Ora, que absurdo! É nisso que dá comprar mercadoria sem procedência. Caso resolvido. Agora vou ver o que tem de bom na geladeira…


Um case de sucesso

Maio 31, 2009

Escrevi aqui, certa vez, que o Internacional é um case de sucesso. O elogio ao modelo gerencial dos dirigentes do clube não é porque eu sou colorado. O meu argumento foi e é comprovado através de resultados. Neste domingo, fomos surpreendidos com um texto do colunista Ugo Giorgetti, do Estado de S. Paulo, sobre o Inter.

Eis na íntegra:

Um apelo às TVs: mostrem o Inter

Falei do passado na última coluna e me dei mal. Disse que não houve incidentes na partida entre Corinthians e Fluminense em 1976, e que tudo se passou em santa paz. Fui corrigido pelo meu velho amigo, e grande diretor, Julio Xavier, citado na coluna e que, na ocasião foi ao Maracanã. Ao contrário do que afirmei, o carro do Julio foi emboscado na entrada do Rio, com gente pisoteando o capô, a lataria sendo afundada, vidros quebrados e sua camisa do Corinthians arrancada violentamente. Mulheres que estavam no carro também não foram poupadas. Ele me diz, por fim, que soube de facadas e tiros. É isso que dá mexer no passado. Never more.

Por isso quero hoje me dedicar ao presente, e começo com um apelo. Senhores responsáveis pela programação das TVs, pensem um pouco nos pobres telespectadores de S.Paulo. Parem de nos mostrar jogos como os desta semana. Ainda há nesta cidade pessoas que gostam de futebol. Por favor, transmitam os jogos do Internacional de Porto Alegre. Não só em TV fechada, mas aberta, para todo o país, talvez em rede nacional como os pronunciamentos do presidente.

Não adianta mostrar estádios lotados, com multidões esperando milagres de times medíocres. O Vasco deu pena. O time é horrível e, graças a Deus, entrou com um uniforme que nada lembrava o grande Vasco de outros tempos. O Corinthians, por sua vez, entrou de branco da cabeça aos pés, coisa que me lembrou o grande Santos, naturalmente, é claro até a bola começar a rolar. De Palmeiras e Nacional de Montevidéu nem é bom falar, tamanha a mediocridade.

Por que nos são os oferecidos esses jogos? Simples: nunca olhamos as coisas que estão perto. Só vemos o que está longe e daí a razão de assistirmos embevecidosa a Barcelona e Manchester. Nada contra, são grandes times. Mas bem aqui, a uma hora e meia de voo de S.Paulo e Rio, se jogam um futebol de extraordinária qualidade do qual vemos aqui em S.Paulo apenas os gols e alguns lances nos noticiários noturnos. É pouco. Eu quero, e acho que muitos comigo, ver mais, muito mais de Taison, Andrezinho, Alecsandro, D’Alessandro e do magnífico Nilmar, de quem até Dunga foi obrigado a reconhecer o talento. Quero ver o Inter de Tite, um treinador que fala às vezes de modo misterioso, mas que transmite honestidade respeito. Aliás, sua saída do Palmeiras foi exemplar. Preferiu deixar o clube a ser desrespeitado. É assim que procede um homem. Tite agora está colhendo o que merecia.

Enquanto os outros times apostam só no físico, na “determinação” e na monotonia da bola parada, o Inter aposta na bola no chão e no talento. No talento, na jogada individual, no drible em coisas que se julgavam perdidas para sempre.

É claro que para jogar assim é preciso ter talento. Mas descobri-lo e valorizá-lo não é a maior das virtudes, o maior dos méritos?

Os meninos do Internacional não surgem do nada. São descobertos, treinados e lançados por gente que tem a cabeça no lugar e sabe o que faz. Inclusive contratar, quando necessário. Não é um time imbatível, pode nem ser campeão, mas muitas vezes o campeão não é o melhor. É só campeão. Por isso renovo o apelo: quando quiserem mostrar futebol, aquele velho futebol, arte, que ninguém sabe exatamente o que é, mas reconhece quando vê, por favor, virem seus olhos e câmeras para o Beira-Rio.


Recomendo uma dose

Maio 29, 2009

As pessoas não têm paciência para aproveitar cada segundo da vida. Qualquer coisa é “perda de tempo”.  Será que existem tantos compromissos assim?

As pessoas não leem mais. Recebem e-mail e perguntam do que se trata, sem ao menos abrir a mensagem. Jornais? Só os títulos e olhe lá. Livros? …

As pessoas não caminham mais.  Quando percebem que alguém andou duas quadras para ir a determinado lugar, questionam: “Nossa, você caminhou tudo isso?”.

Recomendo uma boa dose do filme Click. O longa faz a gente rever conceitos.


A TV brasileira

Maio 27, 2009

Abaixo, dois links. O primeiro é do vídeo de uma entrevista do ator Lúcio Mauro Filho (Tuco, da Grande Família). O outro é de um texto, escrito há um ano, pelo ator Wagner Moura (Capitão Nascimento, de Tropa de Elite). Aprecie quando tiver um tempo.

Esse material é importante porque aborda a realidade da TV brasileira.

* Lúcio Mauro Filho

* Wagner Moura


Uma resposta que surge de imediato

Maio 26, 2009

Não tem sido fácil a minha luta para alcançar a estabilidade financeira. Erros de anos atrás, não cometidos por mim, afetam a minha vida até hoje. Porém, sigo em frente, com a certeza de que tudo se resolverá.

Faço essa introdução para dar ênfase ao que diz o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, sobre a crise econômica mundial: “Ficou, no entanto, na consciência de cada cidadão um traço de interrogação e um princípio de dúvida. É justo o Estado salvar empresários incompetentes e imprudentes? A resposta surge de imediato: não”.

Também acho que não. A maioria dos brasileiros paga pelos próprios erros. E o preço é alto: nome nos serviços de proteção ao crédito. Não importa se a parcela é de R$ 30,00 ou de R$ 3.000,00.

Por que punir apenas quem tem origem pobre? Riqueza e pobreza não estão no sangue. É uma questão de momento. O que me conforta nessa discussão é que o caráter de um ser humano é o seu destino.

Disso, ninguém escapa.

Clique aqui para ler o texto de Cláudio Lembo na íntegra.


Gaiola suja

Maio 26, 2009

Após um final de semana de pós-graduação, aguardava a chegada do ônibus que me levaria de Criciúma a Araranguá. Da parada, vi um rapaz de bicicleta. Em cerca de uns 10 segundos, ele conseguiu jogar dois papéis de bala no chão.

Quando eu estava na 6ª série, o professor Vilmar Joaquim explicou por que deveríamos preservar o meio ambiente. Nunca me esqueço: “Imagine um passarinho numa gaiola. Se ele faz as ‘necessidades’ dele e ninguém limpa, aquilo só acumula”.

O pior é saber que algumas pessoas que eu amo fazem isso sem nenhuma culpa.


Um novo amor

Maio 23, 2009

Por mais incrível que isso possa parecer, a Ariela ganhou uma companheira com a qual vai dividir meu coração: trata-se da Gramática da Língua Inglesa. Ela não tem o mesmo cheiro, o mesmo jeito de andar, os mesmos olhos verdes, mas é tão fascinante quanto.

Brincadeiras à parte, é incrível perceber o quanto o Inglês é mais fácil do que o Português. Eu digo e repito: é muito mais complicado para um americano aprender o nosso idioma do que o contrário.

O negócio é estudar e praticar.


Manifestação divina

Maio 21, 2009

Em Deus, eu acredito e pronto. Não importa o que os outros pensem. Portanto, é claro que não preciso provar para ninguém a existência Dele. Só que o momento é oportuno para mostrar uma das maiores manifestações do Senhor na Terra: a ansiedade.

Sabe quando ficamos ansiosos e não sabemos muito por quê? Tenho certeza que você já passou por isso. Principalmente se for jovem. Penso que é uma forma de o Onipresente dizer: “Tome alguma atitude. Mude de rumo. A hora é agora”.

Atualmente, não me sinto ansioso. Estou bem. Encaro problemas como desafios. Porém, já sofri muito com isso. E foi esse sofrimento que fez com que a minha carreira tomasse o rumo que tomou.

Um brinde ao milagre da vida.


Solução de dois Estados

Maio 20, 2009

Deu na Folha Online:

Para muitos analistas, o discurso anti-Irã é uma tática diversionista para tirar a atenção do problema palestino. Mas ontem o sucesso foi limitado. “Já disse e vou repetir que é do interesse não só dos palestinos, mas dos israelenses, dos EUA e da comunidade internacional que a solução de dois Estados seja alcançada”, disse Obama.

Leia na íntegra.


Diversão

Maio 19, 2009

No começo de uma das nossas aulas da pós-graduação, a professora pediu para que cada aluno se apresentasse e dissesse por que estava ali. Eis que um de meus colegas afirmou: “Estou aqui para me divertir com os meus amigos”.

Divertir. Pode parecer uma afirmação estranha. No entanto, com uma análise mais profunda, é possível perceber que ele faz e estuda o que gosta. Portanto, está feliz. Para ele, estar na faculdade sexta à noite e sábado, durante o dia inteiro, não é um sacrifício.

É como diz David Hansson, da empresa de web norte-americana 37signals: “É preciso aproveitar a vida”. Poucas pessoas entendem o real sentido desta frase.

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O céu é o limite