A pedido do meu grande amigo Fabio Espindula, comento o post Devo fazer uma faculdade?, publicado no blog Akita On Rails. Em laranja, mostro trechos do texto. Em vermelho, meu comentário a respeito.
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Agora vem a parte difícil: desenvolvimento de software não é um ofício manual repetitível (sic). Da mesma forma como Publicidade, Música, Literatura, Medicina, Arquitetura, e todos os grandes bons cursos e profissões também não são: eles exigem talento nato. Você não adquire, não ganha, não compra e não aprende a ser um grande músico. Você tem o talento e aprende a refiná-lo. Você não aprende a ser Da Vinci, nem Mozart, nem Niemeyer, nem Villa Lobos, ou você nasce Da Vinci ou não. Você sempre pode aprender as técnicas, claro, mas não vai chegar muito longe.
Uma vez, o jogador de golf Tiger Woods deu uma tacada fenomenal. Alguém que estava ao lado comentou: “Nossa, que sorte!”. Ao que o melhor do mundo respondeu: “É, amigo. Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”.
Algo parecido aconteceu com o Oscar, principal jogador de basquete da nossa história. Nas palestras que ministra, ele explica que o termo Mão Santa, criado pela mídia, está errado. O correto é dizer Mão Treinada. Ele explica que, nos treinos, era sempre o primeiro a chegar e o último a sair.
Isso mostra que algumas pessoas têm, sim, facilidade natural. Facilidade! Porém, o talento pode ser desenvolvido. Dizer o contrário pode desestimular muita gente.
Diplomas e certificados são ruins no sentido em que eles desestimulam completamente a jornada de longo prazo por falsos troféis (sic) de curto prazo.
Diploma é que nem beleza. Você pode até ser contratado por isso, mas não se sustenta na vaga se não é competente. Diploma, assim como beleza, não é sinônimo de competência. Não garante e nem deve garantir o emprego.
Diante disso, é óbvio que existem gênios que não concluíram ou ainda nem começaram uma faculdade. Eu mesmo conheço vários. Entre um gênio com diploma e outro sem, entretanto, não preciso nem dizer quem tira vantagens. Sem contar que, na maioria das empresas, isso é pré-requisito para contratação. Até porque iria aumentar de maneira absurda o número de candidatos.
Portanto, eu recomendo fazer um curso superior. Mesmo que a instituição não seja de renome. Quem faz a faculdade é o aluno. Toda vez que alguém vem falar mal do curso de Jornalismo eu pergunto: “Quantos livros você leu durante os quatro anos?”.
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Fazer faculdade ou não. Isso até pode ser discutido. O que está fora de discussão, no entanto, é a questão do estudo. Para que se possa ter sucesso, é preciso estudar. Pode ser com livros, palestras ou artigos, mas é necessário!
Sabe por quê? Existem dois tipos básicos de capital. Um é o financeiro e o outro é o intelectual. O financeiro é o dinheiro e dinheiro vai e volta. O intelectual é o conhecimento adquirido. Não há falência que tome isso de você!
Ah, e nunca é tarde para começar.
Abril 24, 2009 às 2:35 pm
Interessante, nao discordo, so’ acho que o assunto vai mais a fundo em materia de “nivel das universidades”.
Outro ponto, voce usa Microsoft Windows right? O cara que fez esse sistema operacional ai nao tem nivel superior, eu uso MAC OSX e o cara que fez o sistema operacional aqui nao tem nivel superior, ao meu lado aqui na empresa e’ o Geoff (chefin), ele usa Linux, adivinha? O fundador/mentor tbm nao tem nivel superior.
Aqui na empresa onde trabalho, todo mundo tem nivel superior, alguns “mestrados” e 2 ou 3 PhD. Eu estudei no turvo, fui pra Ararangua, desisti do 3ao fiz supletivo no Kaik comecei fazer Unisul, parei, nao tenho nivel superior e trabalho junto com eles e acredite nao ganho menos que eles.
Resultado: Estudar e’ importante? Sim. Mas nao obrigatoriamente dentro de uma universidade (diploma) :P
Abril 24, 2009 às 2:47 pm
Fabio, além de ser inteligentíssimo, você tem algo que sempre defendo: profissionalismo. Eu acredito que devemos procurar a perfeição, estejamos nós em Araranguá ou em São Paulo. Pessoas do interior tem uma mania de achar que, na região, tudo pode ser meia boca. Pergunto: como conseguir destaque assim? Sobre esse assunto, recomendo um post que escrevi em outubro de 2007: http://palavracult.wordpress.com/2007/10/04/profissionalismo/. Abraço! Obrigado por prestigiar o PalavraCult.Com.
Abril 24, 2009 às 4:38 pm
Sobre o Bill Gates, o Luiz Carlos Prates disse: “Nas férias, uma vez, o pai do Bill Gates mandou ele ler 10 livros. No entanto, ele desobedeceu o pai: leu 20″.