O senhor quer uma notinha?

Março 31, 2009

Discutir questões de trabalho na frente do cliente não é atitude muito sábia. Pode revelar certa desorganização da empresa. Acredito que o correto é anotar o problema e depois conversar sobre ele de maneira reservada.

Pior ainda é quando o próprio patrão dá sinais de desrespeito com o cliente. Logo quem deveria dar o exemplo para os colaboradores. Dia desses estava na fila para pagar a conta em uma lanchonete. Uma mulher estava na minha frente e só nós dois esperávamos para efetuar o pagamento.

O dono do estabelecimento interrompeu a moça do caixa e exigiu que ela fizesse a nota de um lanche que ele iria entregar como encomenda.

Atordoada, talvez por não acreditar que o patrão não pudesse esperar dois minutos, a atendente perguntou: “Ah, o senhor quer uma notinha?”.

Bravo, o “empresário” respondeu, de maneira irônica: “Claro. Eu pensei que era isso o que se costumava fazer aqui”.

Pegou a nota, saiu com a encomenda e perdeu dois clientes…


Tragédia na África

Março 30, 2009

A respeito da tragédia que ocorreu na Costa do Marfim, o ex-jogador e comentarista Júnior disse que é preciso prestar uma atenção maior no continente africano “porque eles (os africanos) são pessoas, são cidadãos”.

É muito triste alguém ter que lembrar isso…


Ironia

Março 29, 2009

Frase da professora doutora Daniela Guimarães, da disciplina de Introduction to Literary Studies, da pós-graduação em Língua Inglesa da Unesc, de Criciúma:

When the author makes irony, he tells the reader that he (the reader) is intelligent.

Traduzo: Quando o autor faz ironia, ele diz para o leitor que ele (o leitor) é inteligente.

Essa frase é muito importante. Foi dita após uma discussão em aula, em que se chegou à conclusão de que nem todos os leitores conseguem reparar a ironia no texto.

Certa vez, no programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, um dos participantes disse que é perigoso usar a ironia no texto porque a maioria dos leitores não entende. E aí a interpretação pode ser totalmente contrária à ideia do autor.

Ao que o professor Rui Carlos Ostermann respondeu: “Façam-se leitores!”.


Biografias

Março 29, 2009

Dia desses, numa biblioteca…

Khaled: Por favor, você sabe me dizer onde estão as biografias?

Funcionário: Biografias?

Silêncio…

Khaled: Fica tranquilo. Deixa que eu procuro. Obrigado!

Minutos depois, encontrei as biografias. Bem escondidas, numa seção cujo título era “BiBLIografias”. Santa paciência!


Presença de Deus

Março 29, 2009

Sinto a presença de Deus. Obrigado, Senhor, por guiar meus passos.


Luxo

Março 26, 2009

A prisão da dona da Daslu, que ocorreu na manhã desta quinta-feira, é uma excelente deixa para reforçar algo que sempre defendo: de nada adianta poder viver no luxo se não conseguimos dormir tranquilos, com medo da Polícia.

Clique aqui para saber mais sobre o assunto.


Saudosismo exacerbado

Março 24, 2009

Jornalistas de antigamente dizem que Jornalismo bom mesmo é o que se praticava naquela época. Fato semelhante acontece com jogadores de futebol, entre outras profissões.

Esse saudosismo exacerbado faz com que meus ouvidos doam. Agir dessa forma é se fechar para mudanças, é simplesmente parar no tempo. Ridículo!

Se bem que os desenhos animados da minha época eram bem melhores do que os de hoje. E as brincadeiras também. Os preços das bobagens comestíveis, então? Nem se fala…

Ops…


Posto de gasolina

Março 23, 2009

Silva para no posto de gasolina. Abre a torneira para encher o recipiente de água. O líquido vai matar a cede do Gol que comprou no começo do ano. Lá, encontra Machado.

Silva: Opa, Machado. Tudo certo?

Machado: Correria. Tudo bem?

Silva: Tudo, tudo. Cara, dá um jeito de trocar esse carro. Pelo amor de Deus…

Machado: Tu acha que eu tenho que trocar?

Silva: Já tá na hora, né? Acho também que tu tem que trocar esse celular…

Machado: Tu acha?

Silva: Tá doido…

Machado: Já tu deveria cuidar da água.

Silva: Que água? Putz…

E o pátio do posto ficou todo molhado.


Algo divino

Março 23, 2009

A cada linha do livro A Mesa Voadora, de Luis Fernando Verissimo, eu me penalizava por não ter um bloco e uma caneta na mão. Queria anotar trechos para dividir com os meus (raríssimos, mas muito valorizados) leitores.

Acabei de ler neste domingo e percebi que dividir trechos não adianta nada. O negócio é recomendar a obra, para que seja lida do começo ao fim. É algo divino. Trata-se de uma série de crônicas, cujo assunto principal é a comida.

É claro que dá uma vontade danada de entender de vinhos e de ir a Paris. Se bem que isso é uma questão de tempo para quem opta pelo caminho do estudo, do trabalho e da dedicação…

37779_1441


Turvo – 60 anos

Março 20, 2009

O Correio do Sul lançou um caderno especial em comemoração aos 60 anos de Turvo. O aniversário é nesta sexta-feira, 20 de março. Para homenagear os turvenses, reproduzo abaixo reportagem de minha autoria, publicada no material que está nas ruas:

dona_antonia

Anos de saúde e de amor ao trabalho

Começo da tarde em Turvo. Não mais que uma dezena de pessoas repousa nas sombras das árvores localizadas na praça do Centro da cidade. Há vento e, por isso, as folhas balançam em ritmo constante. Só que nem a brisa dá conta de abrandar o calor. Uns tomam sorvete; outros jogam conversa fora, enquanto aguardam o horário para voltar ao trabalho.

Perto da igreja, uma senhora sentada em um banco trabalha calmamente com bordado. Ela se mostra, de início, desconfiada com a aproximação da reportagem. Quando soube do que se tratava, foi paciente e cordial. “Faço limpeza na rodoviária há 22 anos. Aproveito o horário do almoço para fazer tricô, alguma coisa… É que é muito calor para voltar para a casa”, explica.

Dona Antônia Velasques tem 83 e completa mais um ano de vida em junho. Diz que não toma remédios e não vai ao médico. “Meus tratamentos são sempre com chazinho e ervas”.

Para ela, Turvo é um lugar calmo. “Eu gosto de morar aqui. A gente pode dormir tranquilo que não tem muitas pessoas fazendo arte”, conta, com um jeito típico de se referir à criminalidade.

O município mudou ao longo desses 60 anos, conforme dona Antônia. “Melhorou muito. Não tinha esse movimento de carro que entra e sai toda hora”.