Eu não entendo quase nada sobre política econômica. Sei o que qualquer jornalista (ou aspirante, como eu) deve saber: o básico. Mesmo assim, peço licença para fazer um raciocínio sobre a prorrogação da CPMF, o chamado imposto do cheque.
O tributo nunca vai deixar de existir se, junto da prorrogação, não for elaborado também um plano sobre como, depois do cancelamento dessa cobrança, o Brasil vai manter os (poucos) investimentos que faz na área social.
Se a CPMF for mesmo prorrogada até 2011, como quer o Governo Federal, é preciso elaborar um projeto a longo prazo para que a mudança não seja tão brusca. Caso isso não ocorra, o problema será apenas empurrado com a barriga.
Alguém já deve ter pensado nisso… Não é possível que eu, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina, seja o único raciocinar dessa maneira… Parece ser tão óbvio….
É necessário haver certeza de que o imposto vai acabar. Data e hora. Com o “rombo” anunciado, dá para se preparar. Nenhum administrador vai dizer: “Ah, R$ 40 bilhões a mais, R$ 40 bilhões a menos… Não faz diferença”.
Enquanto houver chance de prorrogar, nada será feito.
Escrito por Khaled Salama
Escrito por Khaled Salama
Escrito por Khaled Salama